Thiago Thiago Braga Diniz,
 

Comandante

 
 

Algar Aviation

 
 

Só falta sair do chão

22 de fevereiro de 2012

Com informações da revista Veja

Três minutos após decolar do Aeroporto de LaGuardia, em Nova York, o piloto percebe que uma revoada de gansos atingiu seu Airbus A320 a uma altura de 850 metros. A aeronave está a 340 quilômetros por hora e os painéis mostram que a turbinas começam a falhar. O avião inicia uma queda brusca e o piloto decide pousar no Rio Hudson. Mas ele erra ao definir a inclinação do nariz do Airbus e o coloca em rota de colisão com a Ponte George Washington.

Nessa hora, em vez de se desesperar, o piloto aperta a tecla P, de pausa, do simulador. Levanta-se, toma um cafezinho e só então retoma sua tentativa de refazer, no computador, a proeza do piloto americano Chesley Sullenberger – que aterrissou no Rio Hudson em 2009, passando 270 metros acima da ponte e salvando a vida das 155 pessoas a bordo.

A sensação de pilotar uma aeronave no simulador X-Plane 10 é o mais próximo a que já se chegou, no universo virtual, de reproduzir a sensação real de estar à frente do painel de um avião. Lançada em dezembro, a décima versão do simulador de voo profissional mais popular do mundo permite escolher, entre 3000 aeronaves, aquela que se comandar, inclui helicóptero e o ônibus espacial, por mais de 34500 aeroportos de todos os países.

Aprovado pela Federal Aviation Administration (FAA), o órgão que cuida da aviação civil nos Estados Unidos, o programa é tão preciso que é utilizado para treinar pilotos profissionais e pra projetar novas aeronaves. Também é febre entre apaixonados pela aviação que querem aprender a pilotar sem sair de casa.

A versão básica do simulador custa 80 dólares e pode ser comprada no site da empresa. Há também aplicativo para celulares e tablets, que simplificam a experiência dos computadores. A edição para profissionais sai por 750 dólares e pode ser usada comercialmente no treinamento de pilotos.

Também permite destravar a frame rate (a quantidade de quadros existentes por segundo), o que deixa a imagem ainda mais parecida com a relidade. Essa versão calibra automaticamente os controles desenhados para o programa, como joysticks e cockpits, possibilita ouvir no rádio virtual as torres de controle reais dos aeroportos e habilita o uso em diversos tipos de tela, como as cilíndricas, que imitam o visor da cabine de uma aeronave.

A Laminar Research, que fabrica o software, cria, sob encomenda, joysticks e simuladores de cabines de aviões e helicópteros. Esses dispositivos são usados em treinamentos de companhias como a Boeing e de pilotos militares (é utilizada, por exemplo, pela Marinha americana) e chegam a custar 500000 dólares.

No X-Plane, a aeronave é dividida em 300 partes e são levadas em conta forças exercidas em cada uma delas para definir como se comportam os aviões. Os games tradicionais de simulação de voo fazem uma imitação mais grosseira das forças envolvidas no voo. O X-Plane determina o comportamento do avião computando centenas de variáveis e levando em conta os dados reais de meteorologia daquele exato momento que o programa busca na internet.

Desenvolvido para pilotos profissionais, o X-Plane permite que amadores sintam a emoção de comandar um Boeing, um caça e até aviões do passado. Os pilotos profissionais correspondem apenas 5 % dos 2 milhões de usuários do programa. Os manuais de uso mais avançado do X-Plane, porém, são escritos em linguagem profissional e pouco acessíveis aos leigos.

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Boeing 747 é transformado em uma casa sustentável

16 de fevereiro de 2012

Com informações do blog Hypeness

O que fazer com as carcaças de aeronaves que não são mais utilizadas? Melhor do que deixá-las apodrecendo em cemitérios de aviões a céu aberto, reaproveitar pode ser um caminho. Nas montanhas da Califórnia, o escritório de design David Hertz Architects aproveitou os pedaços enormes da fuselagem de um Boeing 747 para construir uma casa ecologicamente correta. Partes dos 76,3 metros de comprimento do Jumbo foram usadas em toda a obra. As asas, por exemplo, se transformaram no telhado. O nariz, em um ambiente para meditação.



Assista ao vídeo e conheça o projeto (em inglês).


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Aeroporto de Congonhas é tombado por Conselho Municipal

15 de fevereiro de 2012

Com informações do jornal O Estado de S.Paulo

Parte do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, foi tombada ontem pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de São Paulo (Conpresp). Um processo de tombamento já estava aberto desde 2004, e mantinha o aeroporto “congelado” para grandes reformas. Congonhas recebe 16 milhões de passageiros por ano e é o segundo aeroporto mais movimentado do País, atrás apenas de Cumbica, em Guarulhos.

Agora, segundo a Infraero, vai existir mais flexibilidade para intervenções estruturais no aeroporto. A explicação dada pela estatal é que, enquanto estava congelado, não havia uma definição de quais elementos seriam tombados no aeroporto. Por isso, não se mexia em nada. Com o tombamento definitivo, restringiram-se as áreas a serem preservadas como patrimônio histórico: o Pavilhão das Autoridades (prédio anexo ao aeroporto onde acontecem eventos), o terminal de embarque e desembarque de passageiros e uma estrutura de metal em arco triarticulado no hangar do aeroporto. Apesar da definição, o tombamento dificulta planos da Infraero de ampliar o saguão de embarque – a obra teria de ser submetida à aprovação dos conselheiros do Conpresp.

É também um balde de água fria definitivo nos planos do Metrô, que planejava construir no entorno do aeroporto uma estação de monotrilho da futura Linha 17-Ouro. Com a iminência do tombamento, a ideia já estava sendo repensada pela Secretaria dos Transportes. Como em todo processo de tombamento, a área envoltória do aeroporto também está protegida – por isso a dificuldade em se criar uma estação ali. O entorno da Avenida Washington Luís na frente do terminal, entre a Avenida dos Bandeirantes e a Rua Vieira de Morais, também foi tombado com o aeroporto.

Diversos planos de expansão do aeroporto, já saturado, jamais saíram do papel por razões variadas. A ampliação das pistas e a desapropriação de cerca de 2 mil imóveis para a criação de uma área de escape foram deixadas de lado em 2009 por pressão dos moradores do entorno. Um estudo feito pela consultoria McKinsey em 2010 que previa 20 novos balcões de check-in e o acréscimo de 20% na capacidade também esbarrou na burocracia e não foi para frente.

O que foi tombado:

. No Pavilhão das Autoridades, ficam preservados o conjunto de oito espelhos decorados no bar do Salão Nobre, de autoria do arquiteto francês Jacques Monet. Está tombado também um painel de 3,5 metros de altura por 16 metros de extensão atribuído a Di Cavalcanti e Clóvis Graciano.

. No terminal de embarque e desembarque, a preservação é das “características externas das fachadas da edificação voltadas para a Avenida Washington Luís” e dos “espaços internos e elementos arquitetônicos e artísticos do saguão central, antigo salão de dança e restaurante”.

. Obras de arte como o mosaico Mapa Mundi, criado pelos arquitetos Hernani do Val Penteado e Raymond Alberto Jehlen, e um busto do aviador Santos Dumont também estão tombadas.

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Turbina engole aves e avião não decola

13 de fevereiro de 2012

Com informações do jornal O Globo

O comandante de um Airbus da TAM, voo 3209, abortou, na tarde de sexta-feira (10), decolagem numa das pistas do aeroporto internacional de Brasília e assustou os passageiros. O avião, que iria para o Rio de Janeiro, já percorria a pista a 120 km/h, segundo relatos, quando uma das turbinas atingiu duas aves. Passageiros viram muita fumaça e o piloto freou a tempo de evitar uma tragédia, caso decolasse.

Entre os passageiros estavam os deputados Anthony Garotinho (PR-RJ), Alessandro Molon (PT-RJ), e Chico Alencar (PSOLRJ). Todos os passageiros foram direcionados para outro voo.

Chico Alencar, que estava sentado próximo a uma das asas, afirmou que viu muita fumaça numa das turbinas.

— Foi um sustinho. O avião já estava em alta velocidade. Aí houve aquele barulho forte, um ronco na turbina e o comandante freou. Com o barulho, todo mundo se entreolhou. Mas não houve nenhum pânico. Se (a aeronave) já estivesse mais à frente, ia decolar. Aí, sei lá — contou.

Segundo Alencar, o piloto anunciou que a turbina havia engolido aves. Mais tarde, Alencar disse que ouviu do piloto que as aves eram quero-queros.

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Não haverá mais privatizações de aeroportos, avisa Mantega

9 de fevereiro de 2012

Com informações da Agência Brasil

A concessão à iniciativa privada de outros aeroportos está descartada, garantiu o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele negou que o governo pretenda privatizar os aeroportos internacionais do Rio de Janeiro (Galeão-Tom Jobim) e de Confins, em Minas Gerais. O ministro também assegurou que não está em estudo a transferência de aeroportos regionais para estados e municípios. “Vamos consolidar aquilo que está sendo feito”, destacou.

O ministro descartou ainda a possibilidade de os R$ 24,5 bilhões obtidos pelo governo no leilão de outorgas dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Campinas serem usados para reforçar o superávit primário, que é a economia de recursos que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. Apesar de, em tese, o dinheiro poder ser empregado na ampliação do esforço fiscal, o ministro garantiu que os recursos financiarão investimentos nos terminais aéreos do país nos próximos anos.

De acordo com Mantega, as receitas dos leilões, que irão para o Fundo Nacional da Aviação Civil, serão aplicadas principalmente na melhoria de aeroportos regionais. “O dinheiro não será utilizado para pagamento de dívida ou coisa parecida. Por lei, os recursos têm de entrar na conta única [do Tesouro Nacional], mas irão para esse fundo financiar novos investimentos no setor aeroportuário, principalmente nos aeroportos regionais, que têm rentabilidade menor e não são passíveis de concessão”, declarou.

O ministro ressaltou ainda que o modelo atual de privatizações é diferente do adotado no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. “A nossa concessão é diferente da praticada no governo Fernando Henrique, em que a lei estabelecia que as receitas arrecadadas com concessões e privatizações tinham a obrigação de serem usadas para pagar a dívida [pública]”, comentou. “A nossa forma de concessão não vai para superávit primário.”

Pelos critérios do Tesouro Nacional, os recursos obtidos nos leilões são registrados como receitas primárias e, em princípio, poderiam ser usados para abater os juros da dívida pública. Mesmo se a equipe econômica pretendesse reforçar o superávit primário, isso só poderia ser feito a partir de 2013 porque o próprio edital da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece que a primeira parcela do pagamento só será paga 12 meses depois da assinatura do contrato.

O ministro disse ainda que as empresas vencedoras serão avaliadas e que elas devem ter capacidade própria de investimento e gerenciamento dos aeroportos, apesar da ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco estatal de fomento vai financiar até 80% dos investimentos previstos para ampliação e modernização dos terminais. “A parte operacional é tão importante quanto a parte financeira e de sustentabilidade. A empresa tem de ter condição financeira para fazer investimento porque todos os aeroportos exigem investimentos. Ela tem de ter capacidade operacional para que nós tenhamos excelente serviço nos aeroportos brasileiros”.

Sobre os cortes no Orçamento da União, o ministro disse apenas que o valor não está definido, mas que o contingenciamento (bloqueio de verbas) seguirá o modelo adotado em 2011. “O contingenciamento será da mesma forma do ano passado, com outros valores, mas será dentro dos moldes do ano passado. Haverá [superávit] primário cheio [sem recursos contábeis] e contingenciamento suficiente para gerar esse resultado”

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Avião fica preso em fio de alta tensão

8 de fevereiro de 2012

Um avião ficou preso em fios de alta tensão perto do aeroporto de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais, na tarde de terça-feira (7). O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas teve que esperar a Cemig desligar os cabos antes de fazer o resgate dos pilotos que estavam na aeronave. Depois de algumas horas, os dois tripulantes foram retirados do avião sem ferimentos. As causas do acidente devem ser investigadas.

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Leilão: futuro de três aeroportos foi definido

7 de fevereiro de 2012

Com informações do jornal O Globo

As ofertas vencedoras do leilão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, realizado nesta segunda-feira (6) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), somaram R$ 24,5351325 bilhões, segundo dados apresentados na própria bolsa. O ágio total do leilão foi de 347%, considerando o valor mínimo R$ 5,477 bilhões que o governo pedia pelos três aeroportos.

O aeroporto de Guarulhos foi arrematado pelo consórcio Invepar (veja mais abaixo), já concessão de Viracopos, em Campinas, ficou com o consórcio Aeroportos Brasil e o terminal de Brasília ficou com o consórcio Inframérica Aeroportos. A Infraero, empresa estatal que atualmente administra os aeroportos leiloados, terá uma participação de 49% em cada um dos três consórcios vencedores.

Fundo Nacional da Aviação Civil


A concessão dos primeiros três aeroportos federais assegurou ao governo federal uma renda de mais de R$ 1 bilhão ao ano por pelo menos 25 anos para o Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac). Esse fundo foi criado para canalizar o dinheiro das concessões para o desenvolvimento de outros aeroportos que não serão alvo de investimentos privados.

As normas desse fundo ainda serão regulamentadas pela Secretaria de Aviação Civil (SAC), mas a prioridade inicial no uso dos recursos é o investimento em aeroportos regionais, nos moldes do que já existe no Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa).

O patrimônio do novo fundo será formado pela contribuição fixa de R$ 24,5 bilhões dos vencedores do leilão (pago em parcelas anuais corrigidas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA), mas também por valores periódicos repassados da receita bruta de cada aeroporto, segundo a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). Esse percentual sobre o faturamento que vai para o Fnac será de 2% sobre a receita bruta da concessionária do aeroporto de Brasília, 5% de Viracopos e 10% de Guarulhos.

Os elevados ágios do resultado do leilão de ontem, que chegou a 673,4% no aeroporto de Brasília, indicam que as estimativas de receita do governo poderiam estar subestimadas, o que levaria a uma receita projetada ainda maior para o fundo de aviação. É essa diferença que deve assegurar receitas mínimas de R$ 1 bilhão ao ano ao fundo, calculou o governo ontem.

Regulação

O bom resultado do leilão já aguça interesses de políticos do país sobre como será a gestão e de como serão divididos esses recursos. A escolha dos principais destinos para aportes deverá levar em conta as demandas apresentadas pelo setor de aviação regional.

O projeto de uso do dinheiro pela Secretaria deverá conter um plano para interligar o país por aeródromos pequenos, mas a normatização do Fnac não deve trazer grandes restrições quanto a interferências políticas nessa gestão. A SAC quer definir a regulamentação do Fnac até março. Já está decidido, porém, que a gestão do fundo será feita dentro da própria estrutura da secretaria.

Parte do patrimônio do Fnac também deverá ser investido em capacitação da mão de obra existente, segundo previsão da SAC. A recente explosão da demanda por voos no Brasil levou à escassez de profissionais em um setor em que não é barato formar pessoal e demanda tempo de formação. Para um aspirante ganhar um brevê de piloto, é necessário investimento de aproximadamente R$ 125 mil.

O principal temor da oposição sobre o destino desses recursos é de que o Fnac se torne um novo Fundo para Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), criado para desenvolver o setor após as privatizações da década de 90. Isso porque, ano após ano, o dinheiro arrecadado pelo Fust teve como destino ajudar formar a meta de superávit primário e pagar os juros da dívida pública.

Veja quem são as empresas ganhadoras das concessões:

Guarulhos (SP)
Consórcio: Invepar
Lance: R$ 16,213 bilhões
Ágio: 373,5%
Composição do consórcio:
Invepar Investimentos e Participações e Infraestrutura (cujos sócios são os três maiores fundos de pensão do país – Previ, Petros e Funcef – e a construtora OAS, e administradores de rodovias como a Raposo Tavares e Rio-Teresópolis e da Linha Amarela, no Rio de Janeiro), com participação de 90%, e operadora Airport Company South Africa, com 10%

Viracopos (Campinas, SP)
Consórcio: Aeroportos Brasil
Lance: R$ 3,821 bilhões
Ágio: 159,75%
Composição do consórcio: Triunfo Participações e Investimentos (que administra 641 quilômetros de rodovias no Sul e no Sudeste do Brasil, por meio das concessionárias Concepa, Concer e Econorte, compartilha o controle da Portonave, por meio do qual explora o porto de Navegantes, e detém a concessão da Usina Hidrelétrica de Salto), com 45%, UTC Participações (grupo de engenharia brasileiro com atuação na hidrelétrica de Tucuruí), com 45%, e Egis Airport Operation, da França, com 10%

Brasília
Consórcio: Inframérica Aeroportos
Lance: R$ 4,501 bilhões
Ágio: 673,89%
Composição do consórcio: Infravix Participações (do grupo Engevix, que já opera o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte), com 50%, e Corporation America, da Argentina, com 50%.

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A primeira escola de aviação de Uberlândia

2 de fevereiro de 2012

Com informações da coluna “Crônicas da Cidade”, de Antônio Pereira, no jornal CORREIO de Uberlândia

Antônio Marincek, piloto brevetado em Ribeirão Preto, chegou a Uberlândia em 1937. Estabeleceu-se comercialmente na avenida Afonso Pena com uma recauchutadora de pneus. Não demorou muito e instalou sua Escola de Aviação Marincek utilizando um campo de pouso já existente e construído por iniciativa particular de José Alves dos Santos. Ele tinha conversado com muitos rapazes e notou que se interessavam pela prática do voo.

Criada a escola, abertas as inscrições, o primeiro a se apresentar foi um senhor já maduro, o memorialista Tito Teixeira, com 54 anos de idade. Em seguida, vieram Carlos Vilela Marquez, Galileu Vilela Marquez, Eurico de Andrade Vilela, Said Neto, Amadeu Marchiori, Antônio Poli, Jeremias Silva, dr. Antônio Mendes dos Santos, José Camin Filho (Tiquino), Aristóteles Silva, Damartina de Freitas (Titina) e Levindo da Costa Pereira. A turma tinha o seu “mascote”, o menino Hélio Marincek que já pilotava desde Ribeirão Preto.

Havia instruções teóricas e práticas pela manhã e à tarde. Depois de bem orientado tecnicamente, o “manicaca” (apelido dado aos principiantes) ia para o batismo de voo com o coração na mão. Marincek ia junto. Quando o avião inclinava para um lado, o iniciante pendia para o outro, como se isso adiantasse alguma coisa. Marincek corrigia e não permitia reincidência. Era corrigir na aparelhagem.

As aulas práticas duravam 15 minutos. Eventualmente, o instrutor permitia alguns minutos a mais. O noviço aterrava com dificuldade e depois do avião assentado na pista ainda cometia alguns enganos. Enquanto alguém voava, os outros alunos ficavam em volta do campo observando as mancadas do companheiro para os comentários nem sempre piedosos. Quando o aluno se sentia à vontade no ar, como se estivesse no chão, o instrutor dava-lhe mais duas horas de voo, a título de confirmação de sua segurança e, em seguida, punha-o para o primeiro voo solo – sem o instrutor.

Geralmente, isso acontecia após 11, 12 horas de treinamento. Com o Galileu Vilela Marquez, no entanto, o solo se deu após três horas e meia apenas de treino. Era considerado o campeão da turma. O voo solo não era simples, o candidato ao brevê tinha que executar certas manobras fundamentais.

A turma ficava lá embaixo observando, quando o solista descia era recebido com um banho de lama. Era a aprovação pelos alunos. No dia 27 de março de 1938, foram feitas as provas finais para o brevetamento da primeira turma. Veio uma comissão do Aero Clube do Brasil, composta de três tenentes. Foi um dia de festa para a pequena cidade. O campo ficou cheio de gente curiosa. Conta o Tito Teixeira que a rapaziada quando entrava no aparelho, a primeira coisa que fazia era dizer baixinho uma Ave Maria.

Na aterrissagem, Damartina sofreu um acidente e seu brevetamento foi adiado. Encerrando as provas, o menino Hélio Marincek, que não podia ser brevetado por ser menor, fez demonstrações de suas habilidades encantando o povo, as autoridades e os examinadores. Dona Neuza Bombonatto me contou que o Hélio faleceu recentemente, em 12 de abril de 2010, aos 86 anos de idade, no Rio de Janeiro.

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Anac dá licença provisória para novos pilotos

30 de janeiro de 2012

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Para atender uma demanda cinco vezes maior por licenças para novos pilotos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) criou uma habilitação provisória para pilotar por 90 dias. Segundo a agência, este é o tempo necessário até a emissão da licença definitiva, que leva de 40 dias a três meses.

Com isso, um piloto recém-aprovado nos testes de proficiência pode começar a voar imediatamente – basta o examinador do aeroclube registrar o resultado da avaliação no site da Anac.

De acordo com a agência, a modernização é necessária para atender a demanda, mas especialistas alertam para o perigo de tanta agilidade. Segundo Carlos Pellegrino, diretor de Operações da Anac, a licença de 90 dias pode ser cassada caso, nesse tempo, o piloto cometa alguma “infração” ou seja verificado erro no processo de avaliação.

Não é só a licença provisória que pode ser obtida online. Todas as horas de voo do piloto agora precisam ser registradas no site da Anac, além do caderno de bordo tradicional. A agência informou que isso vai melhorar a fiscalização do trabalho dos pilotos.

“Antes, uma companhia aérea precisava nos mandar a cópia da caderneta de voo de cada piloto. Agora, esses dados são submetidos pelo próprio piloto no site da Anac e podemos checar mais facilmente se ele cumpre a carga horária regulamentar”, disse Pellegrino, da Anac.

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Nova data da Labace

27 de janeiro de 2012

A nona edição da Labace (Latin American Business Aviation Conference and Exhibition) tem nova data para ser realizada. Agora, a segunda maior feira de aviação do mundo não terá programação no sábado. A decisão da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral) foi feita para que a feira tenha três dias de negócio (business days). Assim, a data foi antecipada e a Labace será nos dias 15, 16 e 17 de agosto, no aeroporto de Congonhas.

A edição de 2011 bateu recorde de público, com 15.420, número 4% maior do que o registrado no ano anterior. Participaram da feira 170 empresas, entre elas, a Algar Aviation.

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